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sexta-feira, 26 de março de 2010

Empresas estão a ficar viciadas nas Redes Sociais


A notícia provocou algum espanto, mas foi apenas a confirmação de um fenómeno do qual já se desconfiava: em Março, o Facebook ultrapassou pela primeira vez a Google, sendo agora o site mais visitado nos Estados Unidos. O sucesso desta rede social - que foi considerada a empresa mais inovadora do mundo no ranking anual da revista "Fast Companyé" - não é um fenómeno isolado dentro das redes sociais. E as empresas parecem já o ter percebido.

"As marcas estão sempre à procura da forma mais inteligente de comunicar e é lógico que esbarrem nas redes sociais", começa por explicar o especialista de marketing do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Pedro Dionísio (que começou a sua apresentação com o vídeo Prometeus - The Media Revolution ).

No Merging 2010 - evento promovido pela Escola de Artes da Universidade Católica do Porto -, houve pelo menos um consenso geral: hoje, o poder está do lado do consumidor. É ele quem decide o que quer e as marcas apenas lhe seguem as pegadas. "Dantes as marcas falavam e os consumidores ouviam, hoje é ao contrário", conta Pedro Dionísio.

E o responsável pelo "Mercado de Ideias" da PT Inovação, Ricardo Rosado, faz eco: "O consumidor tem tanta informação disponível que não há influência possível sobre ele. Temos que nos unir a ele e deixarmo-nos levar. É aí que ganhamos o consumidor".
Público segmentado, margem de erro reduzida


As redes sociais transformaram-se num local perfeito para a união e proximidade com o consumidor. A Bydas - empresa portuguesa pioneira em acções de marketing social -, fala das redes sociais não só como um sector estratégico, mas também - e sobretudo - como o futuro do marketing.

Luís Cordeiro, responsável da empresa, explica: "As redes sociais são o local onde o público é mais facilmente segmentado. Por idade, por sexo, por interesses". Desta forma, a empresa "só investe nas pessoas que quer", acrescenta. "Se fizermos um anúncio para passar na televisão, no prime-time, o target é muito mais alargado e a margem de erro também. Nas redes sociais reduzimos essa margem de erro quase a zero."

No final de 2008, a PT investiu 150 milhões de euros em inovação, investigação e desenvolvimento. Foi assim que nasceu o Programa de Inovação OPEN, uma iniciativa transversal a toda a organização, que procura incentivar práticas de inovação entre os colaboradores (são 12 mil). É uma plataforma online, em tudo semelhante ao Facebook ou ao hi5, mas "virada para a geração de ideias", explica Ricardo Rosado.

"Assenta numa filosofia de mercado de ideias, em que os colaboradores interagem, comentam e investem nas ideias uns dos outros, numa espécie de bolsa com opens, a moeda corrente do mercado. E depois julgam e votam as ideias uns dos outros".

Para Ricardo Rosado, as potencialidades das redes sociais ainda estão "muito aquém" daquilo que se pode fazer, porque há "alguma incerteza sobre qual o melhor mercado para apostar". "Fala-se do Crowd Sourcing , redes sociais em proveito das empresas e de Open Innovation , mas há muitas possibilidades", exemplifica.
Power to the people


"No me gusta la publicidad". Foi com esta frase que o director criativo da McCann Erickson Barcelona, Jordi Bosch, iniciou o seu discurso. E justifica: é que em alguns casos "as marcas dizem-nos o que fazer, quando fazer, dão ordens". Agora, "as marcas já perceberam que não têm de falar para as pessoas, mas sim com as pessoas".

É o afamado "power to the people", que se ouviu repetidamente nesta edição do Merging. "As redes sociais são uma forma de fazer publicidade mais personalizada e mais educada, são o fim das técnicas de enganar pessoas", acrescenta Jordi Bosch, que admite que começa a gostar mais de publicidade agora.

Para a descoberta de talento português por todo o mundo, nasceu a rede social The Star Tracker . Tiago Forjaz fala dos três ingredientes - um herói, afinidade com os utilizadores e aspecto diferenciador - que deram vida a esta rede e falou da necessidade de encontrar um "denominador comum" entre as pessoas, mais do que falar das diferenças: "Esse denominador pode ser o talento".

A Star Tracker vai adoptar um modelo de negócio semelhante ao do LinkedIn: as pessoas têm o talento, as empresas dão o dinheiro.

No ano de 2009, o estudo Netpanel da Marktest contabilizou 3,6 milhões de internautas a navegar a partir de casa em redes sociais, o que corresponde a 87,2% dos internautas nacionais, e, no ano de 2010, prevê-se que o investimento na Internet online cresça 10% (não se sabe ao certo que percentagem caberá às redes sociais).

Na Inglaterra, o investimento em publicidade na Internet já ultrapassou o da televisão, e o responsável da Bydas, Luís Cordeiro, acredita que "em Portugal o investimento em publicidade na Internet vai ultrapassar o investimento na televisão nos próximos três anos".

"É uma questão das pessoas ganharem consciência da potencialidade deste meio", justifica.


Fonte: Expresso

Microsoft | O melhor local de trabalho em Portugal


A Microsoft foi considerada, pelo quinto ano consecutivo, a melhor empresa para trabalhar em Portugal, de acordo com a lista elaborada pelo Great Place to Work Institute. Este ano, no ranking das 30 empresas candidatas constavam sete portuguesas.


A empresa estabelecida no Tagus Park, em Oeiras, vê mais uma vez reconhecido o seu trabalho e o orgulho evidenciado pelos colaboradores, pelo vasto leque de benefícios disponíveis e pelo enfoque na gestão pessoal do tempo e conciliação da vida pessoal e profissional.

O ranking da Great Place to Work das melhores empresas para trabalhar em Portugal foi desvendado ontem, e pela primeira vez, o Instituto premiou a Melhor Empresa Portuguesa para Trabalhar em Portugal 2010, a GMS Consulting, que ocupa o 5.º lugar no ranking geral. A criação desta nova categoria visa premiar empresas nacionais que conseguiram evidenciar-se no mercado nacional e internacional, fazendo frente a reconhecidas multinacionais, referiu a organização.

Além deste prémio, foram distinguidas outras empresas por se distinguirem em aspectos muito concretos da sua organização.

Para o prémio "melhor empresa para trabalhar para jovens", a GMS - Business &IT Consulting destacou-se, por, como disse um colaborador: "Esta empresa dá oportunidade a pessoas muito jovens e consegue integrá-las muito rapidamente".

O prémio de melhor empresa para as mulheres foi atribuído à Cisco Systems, entre outras razões pelas suas "práticas de trabalho flexíveis". Já a Everis recebeu o prémio para a melhor empresa para trabalhar para executivos, pela total partilha de informação, além de outras razões.

Os prémios especiais "Formação e Liderança para a Sustentabilidade" e "Responsabilidade Social Empresarial" foram atribuídos à Cisco Systems Portugal. O primeiro relaciona-se com o modo como as organizações apoiam os colaboradores, gestores e líderes a compreender e a dar resposta aos desafios sócio-ambientais. E o segundo tem que ver com a promoção das melhores práticas no âmbito da Responsabilidade Social.


Fonte: JN

quinta-feira, 25 de março de 2010

Wikipédia e Youtube | Problemas resolvidos


Estão resolvidos os problemas que deixaram inacessíveis a Wikipedia e o YouTube. No primeiro caso a enciclopédia livre ficou inoperacional durante um período de cerca de duas horas.

Na origem esteve um problema de sobreaquecimento no centro de dados de Amesterdão que a Wikimedia assegura ter sido prontamente resolvido, mas que ainda assim provocou algum tempo de quebra no acesso aos sites geridos pela organização.

A conta no Twitter serviu para ir dando indicações do estado do problema e avisar os utilizadores sobre progressos, bem como o perfil no Facebook. Aí explica-se que o problema no centro europeu desencadeou um mecanismo de segurança nos servidores, que provou o seu desligamento.

Até resolver o problema a empresa viu-se obrigada a redireccionar o tráfego para o cluster da Florida, suspendendo temporariamente o acesso aos sites na região. No procedimento houve um problema e isso deu uma dimensão global à falha de serviço.

Já hoje foi a vez do YouTube ser também afectado por um problema que causou um erro no acesso ao serviço de vídeos da Google. O acesso directo a vídeos não chegou a ser interrompido, apenas o acesso principal ao serviço.

O problema ocorreu durante a manhã, mas foi entretanto resolvido. A Google já veio dizer que sabe o quanto o YouTube é importante para os utilizadores e por isso pede desculpa pela falha e "por qualquer inconveniente que esta possa ter causado durante o tempo em que o serviço esteve indisponível".

A dona do YouTube também resolveu outro problema num dos seus serviços Web, neste caso o Gmail. Devido a uma falha detectada já na passada semana as mensagens recebidas no serviço de correio não passavam na totalidade para o Outlook, nas contas com esta opção activa.

A empresa disse ontem que começou a instalar nos seus servidores a correcção que permite resolver o problema e que nos próximos dias o assunto fica resolvido, sem que o utilizador tenha necessidade de qualquer acção.

Fonte: SAPOtek

Coloca a tua casa visível no Google Earth


A sua empresa ou edifício ainda não é visível no Google Earth? Este não é um problema difícil de resolver. Junte algumas fotografias a uma aplicação que a empresa lançou e está quase resolvido o problema.

O Google Building Maker permite criar modelos a três dimensões a partir de fotografias que se juntam aos blocos do programa. Está disponível em várias línguas, incluindo o português.

Para experimentar é possível ter uma conta Google activa, mas o serviço é gratuito. Quando terminar a construção envie o resultado. Este será analisado numa lógica de comparação, caso já existam outras sugestões para o mesmo edifício e ganha o melhor.

Fonte: SAPOtek

Nestlé | Crise no Facebook


A Nestlé gerou recentemente polémica na sua página do Facebook ao assumir uma atitude algo autoritária com os seus seguidores: informou os cerca de 90.000 fãs que os comentários à marca seriam bem-vindos, mas que não deveriam usar o logótipo da Nestlé numa versão alterada como imagem do perfil, ameaçando mesmo que «seria eliminada». A verdade é que alguns utilizadores da rede social tinham começado a usar a famosa imagem dos pássaros no ninho para comunicar a sua preocupação com o meio ambiente numa controvérsia associada à utilização do óleo de palma na produção do chocolate Kit Kat, levando mesmo a Greenpeace a criar um vídeo viral sobre o assunto.

Os utilizadores criticaram a atitude do moderador da Nestlé que assim respondeu: «Agradecemos as lições de bons modos, mas é a nossa página e por isso somos nós que fazemos as regras». Contestação generalizada, o moderador comprometeu-me a refrear a sua atitude, ainda que a Nestlé tenha decido manter no topo da sua página no Facebook a mensagem sobre más utilizações do logótipo.

Fonte: Marketeer

terça-feira, 23 de março de 2010

Google "abandona" China | Regime Chinês condena saída e avisa Estados Unidos contra politização

O regime de Pequim reagiu hoje de forma azeda à “totalmente errada” decisão da Google de fechar o seu motor de busca em território chinês, o qual estava sujeito a uma muito restritiva censura.

Num curto comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros asseverou que o Governo vai responder a esta decisão “de acordo com a lei”, depois de a empresa norte-americana ter anunciado na véspera que vai passar a redireccionar os seus utilizadores chineses para um outro portal, não censurado, em Hong Kong.

Esta medida compromete seriamente a imagem internacional do país, traduzindo-se numa declaração clara de uma das mais importantes empresas no mundo de que não está mais disposta a cooperar com o sistema de censura na Internet do Governo chinês.

Um porta-voz do ministério, Qin Gang, precisou em conferência de imprensa esta manhã que a decisão da Google constitui “um acto isolado” de uma empresa, o qual não deverá afectar as relações entre a China e os Estados Unidos a não ser que a mesma seja “politizada” por Washington.

Um outro responsável do Governo chinês, com responsabilidades sobre o ciberespaço, afirmara antes que “a Google violou a promessa escrita que fizera ao entrar no mercado chinês, ao decidir deixar de filtrar os resultados do seu motor de pesquisas e culpando a China com insinuações de que somos responsáveis por alegados ataques de hacking”.

“Tudo isto está totalmente errado. Opomo-nos determinadamente à politização de assuntos comerciais e expressamos à Google o nosso desagrado e indignação pelas suas acusações e conduta injustificadas”, avaliaria a mesma fonte, citada mas não identificada pela agência noticiosa estatal chinesa Xinhua.

A Google avisara em Janeiro passado que iria deixar de censurar o seu site na China, em resposta a uma série de muito sofisticados ataques de pirataria informática a algumas contas de email de seus utilizadores. Segundo a empresa norte-americana estes ataques foram feitos a partir da China, onde a Google já várias vezes se manifestara desagradada com as regras de censura que lhe eram impostas pelo Governo.

Mas para a grande maioria dos internautas chineses o redireccionamento do google.cn para o não censurado google.com.hk não produzirá efeitos muito significativos, uma vez que o Governo dispõe de um sistema de firewalls que bloqueiam à partida praticamente todas as possibilidades de acesso a conteúdos considerados “sensíveis” pelo regime – como menções ao Dalai Lama ou à Praça de Tiananmen.

Fonte: Público

Consumidores mais inteligentes graças ao comércio Online


A proliferação de novos mercados na Internet, como a venda de produtos em segunda-mão, está a contribuir para o surgimento de um novo tipo de consumidor mais racional e inteligente, o "consumidor-actor", sugere um estudo do Observador Cetelem sobre hábitos de consumo em tempos de crise.

Este novo tipo de consumidor está mais informado e disposto a desviar-se dos canais de distribuição clássicos para maximizar o seu poder de compra, refere a análise. Os mercados de segunda mão surgem assim como o novo símbolo de um consumidor-actor, permitindo economizar ou até mesmo ganhar dinheiro, já que dispensam intermediários, físicos ou virtuais.

Por agora, são sobretudo produtos baratos, como livros ou pequenos produtos de electrónica, os mais visados mas, segundo os europeus, o fenómeno de democratização e diversificação da venda de usados está efectivamente em curso.

Segundo o mesmo estudo, no mercado alimentar, apenas 22 por cento dos europeus considera substituir a compra em loja pela compra online. Em contrapartida, 57 por cento dos britânicos são favoráveis a este canal alternativo.

O mesmo acontece com os produtos financeiros, quando 57 por cento dos britânicos e 46 por cento dos eslovacos afirmam estar dispostos a substituir a sua agência bancária por um sistema Internet.

Relativamente ao mobiliário, 43 por cento dos alemães, 48 por cento dos britânicos e 54 por cento dos eslovacos são a favor da compra online em detrimento das lojas físicas.

Numa análise conjuntural, o Observador Cetelem conclui que o consumidor europeu está "mais optimista e disposto a consumir de forma mais racional e inteligente".

Fonte: SAPOtek

segunda-feira, 22 de março de 2010

Internet é a melhor conselheira dos jovens britânicos

A Internet é considerada já a melhor conselheira dos jovens britânicos. O conselho dos pais é o mais evitado.

A Internet é considerada já a melhor conselheira dos jovens britânicos, uma vez que os ingleses preferem tirar dúvidas na Internet do que perguntar aos pais ou aos amigos. Esta é uma conclusão de uma pesquisa divulgada pela agência "Reuters".

De acordo com o estudo, nove em cada dez jovens com menos de 25 anos usam a Internet para procurar ajuda na resolução de problemas pessoais, sendo que o conselho dos pais é o mais evitado. Apenas um terço dos inquiridos recorre à mãe para discutir os problemas e um em cada vinte confessa que falaria com o pai.

O estudo, realizado pela Maximiles Surveys, revelou ainda que os jovens que preferem usar a Internet para solucionar um problema acabam por ficar mais preocupados com a informação encontrada do que estavam antes.



Fonte: TVnet

sábado, 20 de março de 2010

Leilão do domínio SEX.COM foi suspenso!

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

Google Street View | Google não mapeou bairro da Camorra

Na falta de uma explicação oficial, os jornais italianos especulam: a Google não se terá atrevido a percorrer as estradas de Gomorra, título do livro do jornalista Roberto Saviano sobre a máfia napolitana que deu origem a um filme com o mesmo nome.
Como tantas cidades do mundo, Nápoles aparece com grande pormenor nos mapas do serviço Street View da Google, mas há toda uma clareira, o bairro Scampia, reinado da Camorra.

Apesar da conclusão mais ou menos óbvia de que os carros com câmaras no tejadilho que o ano passado percorreram Lisboa a gravar ruas com detalhes como a roupa estendida nas janelas não arriscaram entrar nas ruas da máfia, a verdade é que na Street View há imagens da rua Baki, cenário como Scampia de muitas emboscadas. E em Palermo, por exemplo, casa da Cosa Nostra, não há ilhas a negro como a de Scampia no mapa de Nápoles, nem nos bairros mais complicados de Zen ou Brancaccio.

Interrogada pelo jornal “Corriere della Sera”, a empresa respondeu que "por vezes os nossos carros não entram em zonas onde as ruas são particularmente estreitas". Ora as ruas de Scampia não são mais estreitas do que as do Red Light District de Amesterdão nem do que as ruas de vários bairros de Lisboa. "O serviço depende da estrutura internacional, temos de perguntar-lhes. Um dia estará disponível", respondeu ainda a Google italiana.

Os jornais também confirmaram que ninguém a trabalhar para o serviço de mapas do maior motor de busca na Internet fez qualquer denúncia de intimidação junto da polícia.

Scampia, que é um subúrbio de crime, mas também de gente normal, talvez tenha ficado de fora pela fama: foi ali que uma guerra de clãs fez 139 mortos em 2004.


Experimente o Google Street View a partir daqui

Fonte: Público

Movimentos de cidadãos já não passam sem Internet


Em finais do ano passado, um grupo de cidadãos italianos lançou a ideia de um dia de protesto contra o primeiro-ministro Berlusconi. A iniciativa nasceu na rede social Facebook e foi dinamizada online, por bloggers e através do site oficial do movimento. Resultado: a acção não ficou dentro das fronteiras italianas e, a 5 de Dezembro, em várias cidades, Lisboa incluída, houve quem participasse no dia anti-Berlusconi. No último sábado, o grupo que entretanto emergiu do protesto, chamado Povo Violeta, promoveu uma manifestação de grandes dimensões.

Já em Portugal, o movimento Ferve - Fartos/as d"Estes Recibos Verdes, que luta contra o trabalho precário, tem usado intensivamente a Internet para divulgar ideias, captar atenção mediática, mobilizar apoiantes e lançar petições. Na mesma linha, o MayDay, um movimento internacional antiprecariedade, encontrou eco nas ruas de Lisboa e do Porto (onde houve manifestações) e na Internet portuguesa, em Maydaylisboa.net.

Também há exemplos locais. Em Coimbra, o Movimento Cívico - Plataforma do Choupal "é dinamizado por um grupo de cidadãos que ficou perplexo e indignado" com a ideia de construir uma ponte sobre um dos grandes espaços verdes da cidade. O grupo usa a Internet não apenas para fornecer informação sobre o problema mas também para distribuir material de protesto: um cartaz para ser posto de forma visível no interior dos automóveis.

A lista de exemplos poderia continuar. Hoje, é praticamente impensável organizar um protesto, um movimento de causas ou uma iniciativa de apoio sem recorrer à Internet. Uma das grandes vantagens da tecnologia é ajudar a agregar pessoas que de outra forma permaneceriam alheias. "Os movimentos sociais sempre se caracterizaram por ter pessoas mais activas e pessoas com participações mais periféricas. Neste último caso, [a Internet] fez com que as coisas avançassem muitíssimo", nota a investigadora do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa Inês Pereira, que escreveu uma tese de doutoramento onde aborda o assunto. "Movimentos muito específicos acabam por ser adoptados por muitas pessoas e reunir solidariedade."

É fácil perceber as vantagens da Internet: o e-mail é uma forma eficaz e barata de comunicar com milhares de pessoas; a blogosfera e as redes sociais como o Twitter e o Facebook são particularmente talhadas para a disseminação de mensagens, que se espalham como vírus pela rede de contactos e "amigos" (o Facebook até tem uma mecanismo próprio para se formarem grupos em torno de causas); abundam na Web as ferramentas para se criarem petições; e há serviços simples que permitem a pessoas com poucos conhecimentos técnicos criarem sofisticados fóruns de discussão ou até redes sociais inteiras dedicadas a um determinado tema, como fez o LimparPortugal.

Porém, nem tudo são efeitos positivos e a Internet acaba por facilitar o que Inês Pereira classifica como "um activismo mais desleixado", que permite aos cidadãos aderirem a causas sem grande esforço. "É muito fácil uma pessoa assinar uma petição", observa a investigadora. "Ou fazer apenas um donativo em vez de participar activamente".

Fonte: Público

GOOGLE.PT já faz pesquisa em tempo real

As últimas actualizações em sites como o Twitter e o Facebook passaram a fazer parte dos resultados das pesquisas feitas na versão portuguesa do motor de busca.


A funcionalidade já está disponível desde Dezembro na versão internacional do Google e foi agora alargada às versões traduzidas (o termo usado no meio é "localizadas") do motor de busca.
A pesquisa em tempo real permite ao utilizador obter resultados de pesquisas que incluem a actividade em redes sociais (Facebook, MySpace, FriendFeed), na blogosfera e no Twitter.


Fonte: Público

quinta-feira, 18 de março de 2010

Google leva Chrome para o ecrã da televisão

A Google está a preparar-se para lançar um serviço para navegação na Internet através da televisão. A notícia é avançada pelo The New York Times, que cita uma fonte "com conhecimento do projecto".

Com um interface adaptado ao formato televisivo, a Google TV deverá permitir a pesquisa online, baseada numa versão nova e optimizada do Chrome, mas também o acesso a programas como o YouTube, jogos e redes sociais.

De acordo com a mesma fonte, o projecto para criação da nova plataforma está a ser desenvolvido em parceria com a Sony, a Intel e a Logitech e deverá contemplar o acesso tirando partido, tanto da nova geração de televisores com ligação à Internet, como de caixas descodificadoras que estão a ser preparadas pelas empresas.

A tecnologia que promete trazer a Google para a sala de estar será baseada no sistema operativo de código aberto para telemóveis Android e vai usar chips Atom da Intel. Está prevista também a criação de um teclado remoto e de pequenas dimensões, acrescenta o jornal - que diz ainda que faz parte da iniciativa abrir a plataforma à colaboração dos programadores, fornecendo um kit de software para o efeito.

Segundo afirma o The New York Times, apesar das empresas se recusarem a comentar, estarão a trabalhar no projecto há vários meses, tendo já iniciado os testes às caixas descodificadoras, em parceria com a Dish Network, um fornecedor de televisão por satélite.

A confirmarem-se, os planos da Google não constituem um conceito totalmente novo, sendo várias as empresas a manifestaram interesse em fornecer conteúdos de Internet adaptados à navegação a partir de televisores. A principal concorrente da Google no mercado das pesquisas, a Yahoo, anunciou em 2008 uma parceria com nomes como a Intel, Samsung, Toshiba, Twitter, CBS ou Blockbuster para criação do Widget Channel, que visa garantir acesso a algumas aplicações de Internet enquanto se vê televisão.


Fonte: SAPOtek

Facebook ganha frente ao Google

O Facebook teve mais quota de acessos do que o Google durante o mês de Março.

Mais pessoas escolheram entrar em www.facebook.com do que em www.google.com. Estes são os dados de tráfego da Hitwise, uma empresa especializada em contabilizar os acessos dos cibernautas. A companhia refere que na semana de 13 de Março a rede social teve mais audiência que o gigante norte-americano, dentro dos EUA.

Na semana passada, o Facebook representou 7,07 por cento dos acessos no tráfego norte-americano, enquanto que o Google ficou pelos 7,03 por cento. Os dados divulgados têm mostrado uma subida constante do Facebook, ao lado de uma manutenção dos valores do Google desde há um ano.
Fonte: TVnet

terça-feira, 16 de março de 2010

Google introduz inovações no Blogger e apresenta Google Reader Play

A Google lançou hoje o bloguer template designer, uma funcionalidade no blogger in draft um espaço experimental no qual os utilizadores poderão conhecer todas as novas funcionalidades oferecidas pelo blogger. 

De modo a ajudar à criação de um blogue único, a Google assegura ligação ao iStockphoto que dá aos utilizadores a possibilidade de escolha entre centenas de fotografias de alta qualidade. A Google anunciou também que as equipas do Google Reader e Google Labs passaram a disponibilizar o Google Reader Play, um produto experimental que torna acessível a todos os utilizadores, a informação mais interessante do Google Reader e permite actuais utilizadores do Reader uma nova forma de visualizarem os seus feeds.
Disponível para já em Inglês, o Google Reader Play (www.google.com/reader/play) é uma nova forma para procurar informação interessante na Internet, fácil de utilizar e que permite também a personalização em função dos interesses dos utilizadores. A utilização do Reader Play não necessita de conta Google, de selecção prévia dos feeds, de qualquer configuração complicada nem que os utilizadores saibam o que são feeds RSS.
No Google Reader Play, os itens são apresentados um a um, e cada um é apresentado numa forma de um slide. Após a leitura de um item, o utilizador poderá andar para trás e para frente ao longo dos itens disponíveis que se ajustam automaticamente à janela em função do seu formato. O novo produto experimental permite também a personalização pelos utilizadores já que à medida que se pesquisa no Google Reader Play, um utilizador poderá sinalizar o interesse por um item . Essa informação será depois utilizada para mostrar outros itens nos quais o utilizador poderá também ter interesse.
Os utilizadores poderão ainda seleccionar categorias permitindo que lhe seja apenas apresentado esse tipo de informação.


Fonte: TVnet

Chefe da máfia italiana capturado graças ao Facebook

A Polícia italiana deteve hoje Pasquale Manfredi, um dos 100 criminosos mais perigosos do país, apontado como um dos chefes da Ndrangheta, a máfia calabresa.

Segundo fontes policiais, citadas pela agência Efe, a detenção só foi possível porque Manfredi costumava aceder à sua página no Facebook a partir do seu esconderijo utilizando um modem USB, cujo sinal foi interceptado pelas autoridades.

O mafioso, chefe do clã Nicósia-Manfredi, que controla a região de Isola Capo Rizzuto, em Crotone, estava foragido desde Novembro de 2009. Manfredi é acusado de formação de quadrilha, homicídio, extorsão, tráfico de drogas e porte ilegal de armas.

O mafioso foi detido em Isola Capo Rizzuto, na casa que usava como esconderijo. Ao perceber que o local estava cercado pela Polícia, tentou fugir pelo terraço, mas não conseguiu.

Os investigadores consideram Manfredi um "assassino perigoso" e acusam-no de ter morto vários membros de clãs rivais.


Twitter lança ferramenta de localização

A rede social vai lançar uma ferramenta de localização das suas mensagens, que inicialmente, só vai estar disponível para os utilizadores norte-americanos.
Esta aplicação permite publicar a localização do utilizador nos tweets, caso esta seja vontade dos membros do serviço de microblogs.
A opção vem desactivada e será preciso configurá-la quando realizar e postar a mensagem. A opção de publicação de localização também poderá ser desligada para um tweet específico.
O Twitter anunciou também recentemente que vai lançar um modelo de publicidade, que estará associado ao mecanismo de buscas no serviço de microblogs.

Fonte: TVnet

segunda-feira, 15 de março de 2010

Censura à Internet viola os direitos humanos


Muitos governos servem-se da Internet para controlar a liberdade de expressão nos seus países. Em muitos casos, as novas formas de comunicação electrónicas são restringidas a fim de as administrações melhor controlarem os seus dissentes internos. Estas são as conclusões do mais recente relatório anual do Departamento de Estado norte-americano, que aponta o dedo acusador à China como um dos países que mais controla os seus cidadãos através da Web.

O relatório constata que o ano de 2009 foi aquele em que mais pessoas tiveram acesso à Internet mas, simultaneamente, o ano em que alguns governos gastaram mais “tempo, dinheiro e recursos” a tentar arranjar maneiras de a controlar.

O relatório - que elenca vários casos de violações aos direitos humanos em todo o mundo - é descrito pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, como uma “importante ferramenta no desenvolvimento de uma estratégia prática e efectiva dos direitos humanos pelo governo dos EUA”.

O documento frisa que o governo chinês tem estado entre aqueles que mais controlam e bloqueiam as comunicações. Pequim mantém sob vigilância apertada todos aqueles que possam constituir uma ameaça à unidade do país e ao Partido Comunista, nomeadamente os activistas tibetanos e a minoria uighur.

O governo [chinês] “aumentou os seus esforços no sentido de monitorizar a utilização da Internet, de restringir informação, de bloquear o acesso a sites estrangeiros e domésticos, de encorajar a autocensura e de punir todos aqueles que violam as regras”, indica o relatório.

“O governo [chinês] bloqueia o acesso a sites seleccionados operados por grandes plataformas noticiosas estrangeiras, organizações de saúde, governos estrangeiros, instituições educativas e redes sociais, bem como motores de busca, que facilitam as comunicações e a mobilização dos utilizadores”, indica ainda o relatório, citado pela BBC.

Paradigmático desta censura é o caso que opõe a Google às autoridades chineses, que continuamente censuram os resultados devolvidos pelo motor de busca do gigante tecnológico. A Google está a manter conversas com as autoridades chinesas para saber se é possível manter o motor de busca sem ser obrigada a censurar os resultados das pesquisas. Caso não haja acordo, a empresa deverá encerrar a actividade neste país.

O Irão é outros dos países citado no relatório, nomeadamente por causa do bloqueio às redes sociais Facebook e Twitter, proibidas no contexto das eleições que reelegeram o Presidente Ahmadinejad, no último Verão.

“Antes das eleições presidenciais de Junho, no próprio dia das eleições e durante os protestos de 27 de Dezembro, quando as autoridades detiveram mil pessoas e pelo menos oito foram mortas em protestos de rua, o governo bloqueou o acesso ao Facebook, ao Twitter e a outras redes sociais”, indica o relatório.

Depois da divulgação do relatório, Pequim acusou Washington de hipocrisia. “Os Estados Unidos não só têm um péssimo nível doméstico de violações aos direitos humanos como são os responsáveis por diversos desastres humanos em todo o mundo”, indica um contra-relatório chinês, citado pela agência Xinhua.

“Especialmente numa altura como esta, em que o mundo está a sofrer um verdadeiro desastre humano causado pela crise financeira global que começou nos Estados Unidos, o governo norte-americano ignorou os graves problemas de direitos humanos domésticos e prefere acusar outros países”.

Fonte: Público

domingo, 14 de março de 2010

Google acusa a Espanha de censurar a Internet

O motor de busca Google desprestigiou a Espanha num Congresso realizado nos Estados Unidos, esta quarta-feira, sobre democracia, segurança e liberdade de expressão na Internet, onde se analisaram as técnicas de censura dos Governos às páginas web.

Utilizando um caso isolado, a proibição de uns blogs que clamavam o boicote a produtos catalães, a vice-presidente do Google, Nicole Wong, comparou a Espanha a regimes que aplicam repressões sistemáticas na Internet, como a China ou o Irão, informa «El País».

«O Google tem sido um foco habitual dos esforços governamentais para limitar a liberdade de expressão porque a nossa tecnologia e serviços permitem às pessoas acesso a uma audiência mundial. Mais de 25 Governos bloquearam os serviços do Google nos últimos anos», declarou Wong no testemunho entregue pelo Google para inclusão nos arquivos do Congresso.

Espanha encontra-se na lista de países acusados de censura pelo Google, tratando-se da segunda ocasião que isso acontece.

«A partir de agora, qualquer congressista que vá ao arquivo do Capitólio vai encontrar a lista de países. Os congressistas podem pensar que a política da Espanha relativamente à Internet é igual à da China», afirmou o chefe de gabinete de um representante do Congresso, acrescentando que se coloca a questão «Porque está a Espanha nesta lista?». 



Fonte: TVI24

Twitter será fundamental para comunicar com o Governo



Evan Williams, um dos fundadores do Twitter, considera que as redes sociais se tornarão fundamentais para a comunicação entre os cidadãos e os seus Governos. Em entrevista à BBC, Evan Williams revelou que o Twitter se vai expandir para regiões onde apenas a tecnologia mais simples está acessível, tornando-se assim disponível para todos.
"Pensamos que é particularmente interessante em regiões onde eles têm menos acesso à informação. É por isso que nós estamos pressionando para ampliar cobertura de SMS na Índia, e no Haiti, e outras áreas onde, com o mais simples telefone móvel, se pode obter actualizações e informações que nunca conseguiu antes», disse.
O responsável sublinha ainda, na mesma entrevista, que, nas regiões onde vigora a censura à liberdade de expressão, o Twitter se torne igualmente importante para fazer prevalecer «a troca aberta de informação».
«Temos uma uma crença fundamental, depois de 10 anos a trabalhar com estes assuntos, que a troca aberta de informação tem um impacto positivo no mundo», disse Evan Williams.

Fonte: IOL